Imagine...

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2 de março de 2008

Meia Maratona de Lisboa


Depois do Porto a prova "Rainha"- Meia Maratona de Lisboa

http://www.meiamaratonadelisboa.com/

5 de fevereiro de 2008

Vintage Vespas in Vintage Douro

Slow Travel is also gaining traction in other countries. “The global affliction of the hurry virus has afflicted every corner of the planet,” says Carl Honoré, the London-based author of In Praise of Slowness: Challenging the Cult of Speed.

[Time Magazine, 25 Sep. 2006]

Parece que o slow travel está na moda. E ainda bem porque talvez seja a melhor forma de "dar um pontapé" no stress que se vai acumulando ao longo de dias e dias de entediante rotina que a sociedade vai impondo e que nós, inconscientemente, acabamos por incorporar no nosso estilo de vida. Esta sui generis forma de viajar é, fazendo uso de um velho cliché que nos diz que tudo na vida tem um remédio, uma solução para eliminar dos nossos momentos de lazer a tão incómoda pressa que nos acelera no dia-a-dia, permitindo ao mesmo tempo tirar o máximo partido dos sítios e pessoas fantásticas com que nos vamos cruzando à velocidade de "não interessa Kms/h".
E a Vespa é, sem sombra de dúvida, um veículo incrivelmente bem adaptado a este tipo de turismo.


Tendo percebido isto, o Vespalíadas tem desafiado o culto da velocidade e vivido momentos verdadeiramente gratificantes, quer quando se aventura em terras além fronteiras, quer quando "vai para fora cá dentro". Procurar conhecer terras e culturas diferentes é, qualquer pessoa o dirá, uma das coisas mais interessantes que podemos fazer, mas para isso não temos necessariamente que sair de Portugal. Existem muitos cantinhos do nosso país à espera da nossa visita para nos oferecerem o que de melhor tem a alma lusa.

Aqui ficam alguns dos melhores momentos vividos durante a nossa última visita ao Douro.



É incrível mas surgem sempre imprevistos e vivem-se momentos extraordinários que acabam por ficar na memória e dão o mote para umas boas gargalhadas ao longo de muito tempo. Desta incursão pelo Douro jamais serão esquecidos o banco da nossa Sprint de 2 janelas que se partiu no IC2 logo à saída de coimbra e a quinta de S. José em Lamego onde nos tornamos íntimos dos mundialmente conhecidos produtos Herba Life. "Proporcionar uma boa alimentação para o mundo" é o slogan que nos foi repetido incessantemente pelo anfitreão desta simpática quinta com vista para o Douro. Até nos sentimos inspirados a começar um negócio no ramo dada a qualidade da formação em venda e markting da coisa que, verdade seja dita, não era tão atractiva como as restantes guloseimas que nos foram servidas ao pequeno alomoço. Ainda assim, vale a pena procurar esta encosta de Lamego e perguntar onde mora o Sr. Herba Life (eheheheh)... o preço é muito bom, o serviço melhor ainda e para além disso enfrentamos o motivante desafio que é resistir às palavras que nos são marteladas na consciência vezes sem fim: "Herba Life, Herba Life, Herba Life...".

Quanto às paisagens, estas são verdadeiramente deslumbrantes logo a partir de Lamego. Daí, seguimos para o Peso da Régua onde pudemos ver os barcos a cruzar a eclusa da barragem e as camionetas que circulam incessantemente com as uvas acabadas de colher. Até ao Pinhão foi um saltinho e logo descobrimos o Sr. José, dono do bar "Balseiros", plantado mesmo mesmo à beirinha do rio. Depois de uns cálices de "moscatel de Favaios" a animar dois dedos de conversa, descobrimos que este simpático personagem era proprietário de uma VB1T de 58 que no fim de semana seguinte já estaria no seio do Vespalíadas. Uma verdadeira relíquia à espera que os nossos Cobóis lhe ponham as mãos e lhe devolvam o glamour dos tempos de La Dolce Vita.

À noite chegaríamos a Vila Nova de Foz Côa onde imediatamente nos misturámos entre as gentes locais enquanto aguardávamos o Sr. Tem Tudo que,
desafiado pelos insistentes apelos do grupo, tinha saído de Coimbra havia umas horitas. Com o Vespalíadas já completo seguímos para Vila Flor numa viagem nocturna onde se temia pela Sprint Veloce com o quadro rachado... Seria ali que ele ia finalmente partir? É claro que não, assegurava o nosso técnico! Não restem portanto dúvidas acerca da fiabilidade destas "máquinas ferozes".

Finalmente chegámos a Vila Flor onde a primeira preocupação foi encontrar um local para passar a noite. Desta vez convinha que fosse no campismo para dar uso às tendas que carregámos durante todo o caminho, duas delas a estrear. Quem também se estreou a dormir debaixo das estrelas foi o nosso amigo Cacá, o que aliás foi notório... não tardou até que os poucos "habitantes do parque" começassem a reclamar da algazarra que este nosso amigo se empenhava em promover. Sanada a questão, foi só rapar frio até de manhã. E que frio!
Mas antes da montagem das tendas, para a qual quase foi preciso um manual de instruções, rumámos em direcção à vila para saciar o "ratinho" que começava a manifestar-se entre o grupo. Não foi fácil encontrar quem nos tapasse o "buraco" devido ao adiantado da hora mas graças à amabilidade das gentes locais lá encontrámos "O Rato" onde o "bacano" do dono que já estava um bocadito alegre nos serviu uma travessa de batatas que dava para um batalhão. Foi uma paródia com tantas "estórias do arco da velha".

Logo pela manhã, depois de tomado o pequeno almoço no centro da vila, rumámos novamente em direcção a casa. É de assinalar a estrada fantástica que liga Vila Flor ao IPqualquer coisa que segue para o Pocinho! Cada "curvassa" que os "vespeiros" ficaram doidinhos... era ver quem andava mais depressa e foi preciso o photo finish para decidir entre a Px do Cobói e a GTR com botox do Tem Tudo.

É de assinalar ainda a passagem pelo Museu do Pão em Seia e a partida pregada a uns "meninos espertos" que vieram a "torrar" as suas vespas durante uns 25Kms sempre na ânsia de apanharem as duas Sprints que se tinham escondido...

Este passeio foi assim, o próximo será muito melhor! Venha ele!

16 de maio de 2007

O "cabo dos trabalhos" no dia do trabalhador


Afável passagem pelo centro de Podentes onde as as almas foram aquecidas com um café amigavelmente oferecido pelas gentes locais.



Paragem de emergência após problema técnico numa infeliz, desditosa e malograda "2 janelas". Enfim, é sempre a mesma... Já não bastam as constantes queixas do proprietário e ainda é preciso arcar com problemas em viagem. Epá, vejam lá se lhe arranjam um motor com 3 ou 4 varandas para ver se o "cobói" se cala!



A reparação da dita cuja... há sempre um cordelito e uma chave de fendas... Ah! E muito saber à mistura.

E foi assim o passeio do 1º de Maio no qual o Vespalíadas mais uma vez demonstrou o seu estoicismo característico que nem a chuva foi capaz de abalar. Os pormenores de mais esta aventura não podiam deixar de nos inspirar profundamente. E aí está o resultado ao estilo "poético-palavroso".

Vespalíadas é vespismo a valer;
É saber amarrar um cromado insolente,
É ter à mão um cordel e uma chave suplente;
É abraçar o asfalto sem temer.

É fazer-se ao caminho pra conhecer;
É afavelmente passar por Podentes,
É ter um café pago p'las suas gentes;
É ter uma alma sempre a ferver.

É chegar ao destino na galhofada;
É acenar às gentes que passam com prazer;
É, porque não? Jogar matrecos na esplanada.

E mesmo se a serra da Lousã é preciso subir e descer,
Com a estrada, a vespa e a pele molhada,
Coimbra, quereremos rever, sem jamais desfalecer.

11 de maio de 2007

Road to Rome - July 2007 - A epopeia... zinha

Os vespistas Conimbricenses assinalados
Que da estudantil Coimbra lusitana
Por estradas e carreiros nunca dantes rolados
Passaram ainda além da cidade romana.
Em avarias e furos não calculados
Mais os devaneios da alma insana,
Entre os italianos caminharam
Depois do longo caminho que vesparam.

E também as horas angustiosas
Daqueles vespistas que foram imaginando
Os percursos e campanhas ambiciosas
Que na estrada desfrutariam rolando.
E aqueles que por ajuda valorosa
Puseram tamanha obra brilhando,
Vespando espalharemos por essa Europa
Se a tanto nos ajudarem o piston e a cambota!

Cessem dos ciclistas desajuizados
Os kms loucos que fizeram
Calem-se dos pais natais amalucados
As reacções hilariantes que obtiveram,
Que nós cantamos este feito lusitano
Realizado em terras desconhecidas
Com ajuda do GPS, esse bacano,
A fazer esquecer as costas doridas!

Que o Camões nos perdoe este plágio á descarada, mas se a tal nos atrevemos, isso deve-se ao enorme apreço e admiração que sentimos por este nosso brilhante Poeta e inigualável Herói luso. Não possuindo especial talento para a poesia... nem para quase nada, é preciso dizê-lo em abono da verdade, limitámo-nos a procurar inspiração na sua gloriosa obra prima para, de igual forma, cantarmos "prolepticamente" a nossa epopeiazinha.

Contudo, a nossa preocupação em relação à eventual deterioração do património cultural em causa que possamos ter causado, faz com que sintamos o dever de orientar os nossos potenciais leitores, quiçá mesmo virtuais, a rever a obra maior deste genial poeta português.

http://lusiadas.gertrudes.com/

Ah! É verdade! Se por acaso surgir um adamastorzito ou dois na viagem, cá estaremos para cantar o sucedido e para fazer o seu retrato poético-palavroso...


10 de maio de 2007

Road to Rome - July 2007

A maior aventura do Vespalíadas para 2007! Mais pormenores brevemente...

Memorável... A maior aventura do Vespalíadas em colaboração com todas as pessoas que tornaram possível mais um pequeno passo na luta contra o cancro. Muito obrigado a todos!