Imagine...

6 de julho de 2007

A vida, uma viagem...

Vemos beleza num sorriso de criança

Vemos beleza no correr de lágrimas no rosto de criança

Mas descobrimos com enorme angústia

A tristeza no vosso olhar de esperança

Desmoronou-se a beleza que sentíamos e ficámos desfeitos por dentro quando sorrimos para vós.

Ficamos dispostos a acreditar em tudo

Em todos os Deuses

Em bruxos

Em milagres.

Agarramo-nos a isso como escolho de madeira

Na tempestade em que naufragamos.

E lentamente, muito lentamente, vamos segurando

O madeiro com menos força e hesitamos…

Procuramos rumo…

Buscamos uma rota…

E decidimos que o caminho certo é deixar a bóia

E lentamente, afundarmo-nos.

O caminho certo era viajar convosco para podermos ficar a contemplar os vossos olhos, o vosso ténue sorriso.

Cobardemente com o medo, que gera o terror, começamos a nadar para porto de abrigo.

Ficamos vivos

Ficamos sós

Com enorme vergonha do que somos.

Releio o que escrevi e vejo crisálidas à minha volta, lindas brilhando como sóis a cumprir a sua etapa de metamorfose.

E penso que belas como vós, têm o determinismo de viver vinte e quatro horas. É uma lei biológica.

Nós temos a nossa, e ver-vos, é sentir a dor, a enorme tristeza.

Não vos esqueço mas tenho uma necessidade enorme

De um sorriso

De uns olhos

De uma graça.

Vamo-nos unir pela vida das nossas crianças que são elas a continuidade da vida.

Ramalho, António Costa

Santa Clara - Coimbra

3 de julho de 2007

UNIR PELA VIDA

De 4 a 11 de Julho o CoimbraShopping recebe no Piso1, em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Centro e a Associação Acreditar, um evento de solidariedade que visa apoiar a iniciativa ‘Unir pela Vida’.

A ideia global deste projecto ‘Unir pela Vida’ foi apresentada por um grupo de “Vespistas” de Coimbra, apoiada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e pretende criar uma ponte de solidariedade entre Coimbra e Roma, visando sensibilizar para os sinais de alerta e o diagnóstico precoce do cancro, divulgando uma mensagem de esperança e solidariedade junto de adultos e de crianças que sofrem desta patologia e respectivas famílias.

Esta ‘ponte de solidariedade’ será constituída por uma viagem de “Vespa” entre estas duas cidades, onde no final serão entregues simbolicamente algumas t-shirts com desenhos/pinturas elaboradas por crianças, que padecem desta doença do foro oncológico, na Liga Italiana per la Lotta Contra i Tumori, estando ainda a ser averiguada a possibilidade de uma audiência no Vaticano de responsáveis da Liga Portuguesa Contra o Cancro com Bento XVI. A realizar-se este encontro, será já em data posterior à viagem.

A viagem de Vespa de Coimbra a Roma decorrerá de 13 a 23 de Julho e a saída de Coimbra será realizada através de um acto simbólico no Hospital Pediátrico de Coimbra.

No Piso 1 do CoimbraShopping poderá encontrar stands representativos das instituições em causa e também as vespas que farão a viagem até Roma. Nestes stands os visitantes poderão recolher mais informações sobre esta iniciativa, bem como aceder a fortes acções informativas de prevenção contra o cancro.

O CoimbraShopping associa-se a esta iniciativa única de solidariedade social, reforçando e estreitando os laços com a sua comunidade envolvente, apoiando e divulgando uma iniciativa de sobeja importância para toda a população.

http://www.ligacontracancro.pt/

http://www.acreditar.org.pt/

24 de junho de 2007

O que podemos nós fazer pela vida?

O Vespalíadas prepara-se para abraçar um projecto em favor da vida... um pequeno gesto que esperamos ser seguido de muitos gestos iguais para que todos juntos possamos dar um pouquinho de nós próprios e assim possamos transformar algumas lágrimas em muitos sorrisos...



Children's Hospital

Hush my child, the line is long

So I will sing this little song,
And we will wait here you and I
Please my child, try not to cry.

Hush my child, the line moves slow
And you want to play, I know.
There are so many children here
There is little room for you I fear.

Hush my child, I know your pain
I know the hurt comes back again,
If there was something I could do
I'd take away this pain from you.

Hush my child, the morning's gone,
Still the line moves on and on,
Children marching each in time,
Like soldiers in a nursery rhyme.

Hush my child and drink some juice
You cry to go, but it's no use.
For we must stay, and wait in line
No good to fuss, no good to whine.

Hush my child and try to sleep
Your precious Teddy I will keep.
I don't know if they'll see you soon
So sleep away the afternoon.

My child, the day is almost through
But now they have some time for you.
Please lie still though you are cold
You will have my hands to hold.

Hush my child for Mommy's sake,
Some pretty pictures they will take.
And show a secret, I suppose,
Something God already knows.

Richard Hemenway

16 de junho de 2007

A necessidade de paz num mundo em queda...

Conta-nos Henry Drummond que dois pintores pintaram, cada um deles, o seu quadro para ilustrar a sua concepção de repouso. O primeiro escolheu para a sua cena um lago tranquilo e isolado no meio de longínquas montanhas. O segundo lançou na sua tela uma estrondosa catarata, com um frágil arbusto curvando-se sobre a espuma; na bifurcação de um ramo, quase molhado pela espuma da catarata, repousava um pássaro no seu ninho.(…)

A verdadeira alegria da salvação não se retrata na estagnação do primeiro quadro. É
traduzida, pelo repouso do segundo quadro, numa vida que, no meio da agitação do mundo, repousa numa atmosfera celeste – atmosfera essa que dá saúde ao corpo, vigor ao intelecto e alegria à alma. Ernesto Ferreira, escritor cristão (1914-…)

O mundo transformou-se numa catarata estrondosa onde cada pessoa vive procurando a paz no seu frágil arbusto, constantemente molhado pelos horrores cuja espuma sentimos através das imagens que os nossos olhos, pela força do hábito, já não conseguem chorar. O que é que se passa?




22 de maio de 2007

"La Poderosa" - Um motivo de inspiração

Sem considerações políticas de qualquer género, esta viagem de Che Guevara e do seu amigo Alberto Granado pela América Latina aos comandos de "la poderosa" é sem dúvida uma inspiração para nós como vespistas. Como seres humanos, também não podemos deixar de realçar a atitude de Che Guevara como médico para com os doentes que encontra num hospital já na recta final da sua viagem. É sem dúvida um exemplo intemporal.

21 de maio de 2007

Road to Rome - O nervoso miudinho...

Chegam-se os tempos, aumentam as vontades,
Inquietam-se os seres, gera-se a desconfiança,
Toda a viagem é alvo de mudança,
Somando sempre novas cidades.

Continuamente chocam as personalidades,
Batendo o pé como uma criança,
Das reuniões, fica o pão chapata na "pansa",
E das discussões, se algumas houve, as amizades.

O tempo vai fugindo tanto, tanto,
Que o Vespalíadas stressa e se arrepia,
E faz dos preparativos um estóico pranto.

Mas apesar desta inquietude dia a dia,
Coimbra-Roma há de ser o encanto
Que há muito esta alma vespista queria.

E é assim que o Vespalíadas vai vivendo estas poucas semanas que faltam para a sua "epopeiazinha". Entre reuniões, trabalhinhos de mecãnica e salutares discussões ao sabor de um pão chapata, o nervoso miudinho vai começando a tomar conta dos "Cobóis", da "Bússula" e do "Tem Tudo", os sui generis elementos do Vespalíadas. Mas enfim... nem tudo são inquietudes, e já vai havendo muita objectividade no que à viagem diz respeito. Pode mesmo dizer-se que apesar da ocasional aparição de um "velhinho do restelo" que sempre dá um outro sabor e emoção à "coisa", paira no ar uma espécie de optimismo... de que espécie é, não sei ao certo, até porque vão caindo umas vespas para o chão sem ninguém lhes tocar, há uma fuga num escape teimoso que não deixa de "bufar" gases potencialmente nocivos à integridade psíquica do Vespalídas e uns tantos pormenores que não há maneira de serem resolvidos. Mas é isto que dá sabor à aventura... ou então é mesmo enguiço...

16 de maio de 2007

O "cabo dos trabalhos" no dia do trabalhador


Afável passagem pelo centro de Podentes onde as as almas foram aquecidas com um café amigavelmente oferecido pelas gentes locais.



Paragem de emergência após problema técnico numa infeliz, desditosa e malograda "2 janelas". Enfim, é sempre a mesma... Já não bastam as constantes queixas do proprietário e ainda é preciso arcar com problemas em viagem. Epá, vejam lá se lhe arranjam um motor com 3 ou 4 varandas para ver se o "cobói" se cala!



A reparação da dita cuja... há sempre um cordelito e uma chave de fendas... Ah! E muito saber à mistura.

E foi assim o passeio do 1º de Maio no qual o Vespalíadas mais uma vez demonstrou o seu estoicismo característico que nem a chuva foi capaz de abalar. Os pormenores de mais esta aventura não podiam deixar de nos inspirar profundamente. E aí está o resultado ao estilo "poético-palavroso".

Vespalíadas é vespismo a valer;
É saber amarrar um cromado insolente,
É ter à mão um cordel e uma chave suplente;
É abraçar o asfalto sem temer.

É fazer-se ao caminho pra conhecer;
É afavelmente passar por Podentes,
É ter um café pago p'las suas gentes;
É ter uma alma sempre a ferver.

É chegar ao destino na galhofada;
É acenar às gentes que passam com prazer;
É, porque não? Jogar matrecos na esplanada.

E mesmo se a serra da Lousã é preciso subir e descer,
Com a estrada, a vespa e a pele molhada,
Coimbra, quereremos rever, sem jamais desfalecer.


Memorável... A maior aventura do Vespalíadas em colaboração com todas as pessoas que tornaram possível mais um pequeno passo na luta contra o cancro. Muito obrigado a todos!