2 de março de 2008

Meia Maratona de Lisboa


Depois do Porto a prova "Rainha"- Meia Maratona de Lisboa

http://www.meiamaratonadelisboa.com/

28 de fevereiro de 2008

Spot Sierra Nevada





Breve apresentação do que "certamente" vamos poder encontrar, ver e talvez desfrutar (- Neve na Sierra Nevada de Verão?!).. No entanto havendo uma ou outra estrada, acesso ou caminho para as "abelhinhas" passarem... é suficiente. Longe de ser um impeditivo e já se somam alguns e tantos outros que poderão surgir, vamos pensar no planeamento deste novo "vespanso" pela Andalucia, nesta nova viagem, sempre com espírito aventureiro e de certo modo incomodado. O destino em si é motivador mas está longe de ser o objectivo, também e como sempre o caminho até lá, conhecer as pessoas, os locais, as pequenas e as grandes coisas por onde vamos passando.. e nos dizem sempre alguma coisa e nos acrescenta sempre algo de bom.. memorável..

"Na Primavera e no Verão, ao derreter-se a neve, a paisagem modifica-se, ganhando uma nova vida. As pistas brancas lisas tornam-se verdes e frescas, com flores e outras plantas encantadoras, com árvores e folhas coloridas. Depois dos meses de Inverno, a região da Serra Nevada é perfeita para actividades ao ar livre, como as caminhadas, a escalada, a bicicleta de montanha, os desportos de água, etc."


Sierra Nevada é uma Reserva da Biosfera, é um Parque Nacional, é, ao fim e ao cabo, um lugar no qual os amantes da Natureza podem usufruir de inumeráveis possibilidades, sendo a caminhada uma das melhores fórmulas para apreciar a Natureza, para cuidá-la e para respeitá-la.
Entre os vários percursos de caminhada da Sierra Nevada, destacamos a Vereda de la Estrella, a Integral da Sierra Nevada, a mais dura, uma vez que passa pelo Mulhacén e pelo Veleta, dois picos situados acima dos 3000 metros de altitude. Para esta travessia não são necessários grandes dotes técnicos de alpinismo, mas é preciso uma grande resistência física, devido às exigências impostas pelo percurso e pela altitude. Por outro lado, há o Percurso Sulayr, com uma extensão superior a 300 quilómetros.
Ao longo destes percursos, encontramos alguns refúgios como o de Poqueira, a 2500 metros de altitude, o refúgio Postero a 1800 metros e o Chullo, entre outros.
Existem igualmente outros refúgios naturais ao longo dos diferentes caminhos.
in http://www.cetursa.es/
http://sierra-nevada.costasur.com

5 de fevereiro de 2008

Vintage Vespas in Vintage Douro

Slow Travel is also gaining traction in other countries. “The global affliction of the hurry virus has afflicted every corner of the planet,” says Carl Honoré, the London-based author of In Praise of Slowness: Challenging the Cult of Speed.

[Time Magazine, 25 Sep. 2006]

Parece que o slow travel está na moda. E ainda bem porque talvez seja a melhor forma de "dar um pontapé" no stress que se vai acumulando ao longo de dias e dias de entediante rotina que a sociedade vai impondo e que nós, inconscientemente, acabamos por incorporar no nosso estilo de vida. Esta sui generis forma de viajar é, fazendo uso de um velho cliché que nos diz que tudo na vida tem um remédio, uma solução para eliminar dos nossos momentos de lazer a tão incómoda pressa que nos acelera no dia-a-dia, permitindo ao mesmo tempo tirar o máximo partido dos sítios e pessoas fantásticas com que nos vamos cruzando à velocidade de "não interessa Kms/h".
E a Vespa é, sem sombra de dúvida, um veículo incrivelmente bem adaptado a este tipo de turismo.


Tendo percebido isto, o Vespalíadas tem desafiado o culto da velocidade e vivido momentos verdadeiramente gratificantes, quer quando se aventura em terras além fronteiras, quer quando "vai para fora cá dentro". Procurar conhecer terras e culturas diferentes é, qualquer pessoa o dirá, uma das coisas mais interessantes que podemos fazer, mas para isso não temos necessariamente que sair de Portugal. Existem muitos cantinhos do nosso país à espera da nossa visita para nos oferecerem o que de melhor tem a alma lusa.

Aqui ficam alguns dos melhores momentos vividos durante a nossa última visita ao Douro.



É incrível mas surgem sempre imprevistos e vivem-se momentos extraordinários que acabam por ficar na memória e dão o mote para umas boas gargalhadas ao longo de muito tempo. Desta incursão pelo Douro jamais serão esquecidos o banco da nossa Sprint de 2 janelas que se partiu no IC2 logo à saída de coimbra e a quinta de S. José em Lamego onde nos tornamos íntimos dos mundialmente conhecidos produtos Herba Life. "Proporcionar uma boa alimentação para o mundo" é o slogan que nos foi repetido incessantemente pelo anfitreão desta simpática quinta com vista para o Douro. Até nos sentimos inspirados a começar um negócio no ramo dada a qualidade da formação em venda e markting da coisa que, verdade seja dita, não era tão atractiva como as restantes guloseimas que nos foram servidas ao pequeno alomoço. Ainda assim, vale a pena procurar esta encosta de Lamego e perguntar onde mora o Sr. Herba Life (eheheheh)... o preço é muito bom, o serviço melhor ainda e para além disso enfrentamos o motivante desafio que é resistir às palavras que nos são marteladas na consciência vezes sem fim: "Herba Life, Herba Life, Herba Life...".

Quanto às paisagens, estas são verdadeiramente deslumbrantes logo a partir de Lamego. Daí, seguimos para o Peso da Régua onde pudemos ver os barcos a cruzar a eclusa da barragem e as camionetas que circulam incessantemente com as uvas acabadas de colher. Até ao Pinhão foi um saltinho e logo descobrimos o Sr. José, dono do bar "Balseiros", plantado mesmo mesmo à beirinha do rio. Depois de uns cálices de "moscatel de Favaios" a animar dois dedos de conversa, descobrimos que este simpático personagem era proprietário de uma VB1T de 58 que no fim de semana seguinte já estaria no seio do Vespalíadas. Uma verdadeira relíquia à espera que os nossos Cobóis lhe ponham as mãos e lhe devolvam o glamour dos tempos de La Dolce Vita.

À noite chegaríamos a Vila Nova de Foz Côa onde imediatamente nos misturámos entre as gentes locais enquanto aguardávamos o Sr. Tem Tudo que,
desafiado pelos insistentes apelos do grupo, tinha saído de Coimbra havia umas horitas. Com o Vespalíadas já completo seguímos para Vila Flor numa viagem nocturna onde se temia pela Sprint Veloce com o quadro rachado... Seria ali que ele ia finalmente partir? É claro que não, assegurava o nosso técnico! Não restem portanto dúvidas acerca da fiabilidade destas "máquinas ferozes".

Finalmente chegámos a Vila Flor onde a primeira preocupação foi encontrar um local para passar a noite. Desta vez convinha que fosse no campismo para dar uso às tendas que carregámos durante todo o caminho, duas delas a estrear. Quem também se estreou a dormir debaixo das estrelas foi o nosso amigo Cacá, o que aliás foi notório... não tardou até que os poucos "habitantes do parque" começassem a reclamar da algazarra que este nosso amigo se empenhava em promover. Sanada a questão, foi só rapar frio até de manhã. E que frio!
Mas antes da montagem das tendas, para a qual quase foi preciso um manual de instruções, rumámos em direcção à vila para saciar o "ratinho" que começava a manifestar-se entre o grupo. Não foi fácil encontrar quem nos tapasse o "buraco" devido ao adiantado da hora mas graças à amabilidade das gentes locais lá encontrámos "O Rato" onde o "bacano" do dono que já estava um bocadito alegre nos serviu uma travessa de batatas que dava para um batalhão. Foi uma paródia com tantas "estórias do arco da velha".

Logo pela manhã, depois de tomado o pequeno almoço no centro da vila, rumámos novamente em direcção a casa. É de assinalar a estrada fantástica que liga Vila Flor ao IPqualquer coisa que segue para o Pocinho! Cada "curvassa" que os "vespeiros" ficaram doidinhos... era ver quem andava mais depressa e foi preciso o photo finish para decidir entre a Px do Cobói e a GTR com botox do Tem Tudo.

É de assinalar ainda a passagem pelo Museu do Pão em Seia e a partida pregada a uns "meninos espertos" que vieram a "torrar" as suas vespas durante uns 25Kms sempre na ânsia de apanharem as duas Sprints que se tinham escondido...

Este passeio foi assim, o próximo será muito melhor! Venha ele!

29 de janeiro de 2008

Anteprojecto para 2008 - "Road to Sierra Nevada"


A julgar pelo silêncio que tem marcado este blog, dir-se-ia que algo estranho se tem passado com o Vespalíadas nos últimos meses. Existem várias razões para isso. A principal prende-se com a profunda introspecção que se seguiu à "epopeia Italiana" e à indissociável campanha "A Unir Pela Vida" que, nunca é demais referir, cumpriu plenamente os seus objectivos. Esta reflexão interna tem sido tão profunda que tem gerado uma incapacidade para continuar os relatos da viagem iniciados neste espaço. Na verdade, a dita incapacidade é inata e é partilhada por todos os membros, não sendo por isso um facto surpreendente.

Uma das características do Vespalíadas é funcionar apenas sob influência de momentos estóicos, isto é, guiados pela inspiração que vem das actividades que nos levam aos nossos limites. Apesar de não ser preciso muito para nos sentirmos desde logo limitados, a verdade é que não tem havido nada que nos tenha entusiasmado sobremaneira. Pelo contrário, pode mesmo dizer-se que têm surgido uns problemazitos que em nada contribuem para o ânimo geral e um deles é sem dúvida a "enfermidade" da nossa inestimável, adorável e incansável Bufanashoras (Renault Trafic de 89)... Bom, pensando melhor, a pobrezinha tem estado um bocadinho cansada desde que as transmissões partiram... Ainda está à espera da cirurgia, essa sim, passível de gerar momentos interessantes pelos quais aguardamos ansiosamente...

Mas as coisas podem mudar muito em breve!! Já regressados à rotineira actividade laboral, eis que surge mais 1 ideia da cabeça de 4 idiotas! Porque não mais uma aventurazita para animar as férias do vespalíadas? A ideia está lançada e desta vez contará com mais "janelas de pura potência italiana" uma vez que o grupo será um pouco maior. Bom, o objectivo é levar as nossas abelhinhas a escalar a Sierra Nevada até ao ponto mais alto que nos for possível... e esperamos que não haja "volanos" (volantes magnéticos) a partir desta vez!
De qualquer forma, parece-me que a inspiração do vespalíadas pode voltar a subir novamente, quam sabe com novas e enriquecedoras contribuições poético-palavrosas, o nosso estilo predilecto. Esperemos que sim.

23 de agosto de 2007

Uma paragem um Amigo, por outras paragens a Fronteira

A iniciativa "Unir pela Vida" reuniu empenho de muitas pessoas, empresas e instituições de Coimbra para se iniciar da melhor maneira mesmo ao Km o, num ambiente que levantado entre mãos por todos representou um colorido e acolhedor cenário de partida para o lançamento de uma viagem simbólica e emotiva. O momento do início da caminhada representou-se-nos como que o cintilar de uma estrela que nos guiava em direcção a uma causa comum, a um desafio onde muitos senão todos se colocassem a caminhar pelas crianças e adultos, familiares e amigos que privados da sua saúde ou tão simplesmente do bem estar dos seus entes queridos, seriam dia a dia projectados numa ponte de Solidariedade, sensibilizando desde Coimbra e pelas cidades, locais de passagem a necessidade de todos reunirem esforços, de todos se reverem numa causa que longe de ser de apenas alguns afecta a todos..

Seria já no km 80 e tal.. lá para os lados de Oliveira do Hospital que encontraríamos o 1º amigo, o Almeida da Electrotécnica que na sua hora de almoço se aproximou da beira da estrada neste caso em plena confusão com a estrada da Beira(N17), mesmo com as folhas na mão não se escusou a prescindir do seu tempo e in loco associar-se á Campanha num gesto solidário. Seria depois deste momento e mais uma vez lançados na boa sorte de mais um amigo que lançaríamos o "ataque" á Guarda e a Vilar Formoso sempre na presença de uma temperatura além do agradável.

Já por estradas além fronteira e uma vez que se aproximava o fim da primeira etapa pois Salamanca já estava por ali á vista, não fosse a noite começar entretanto a cair sobre nós e teriamos todo o tempo do mundo, como a hora prevista não estava a ser minimamente cumprida era altura de decretar pela primeira vez e já no primeiro dia o “plano B”, tudo devido a um pequeno problema mecânico..

Uma breve passagem pelos Bombeiros de Salamanca que nos abriram o Quartel e nos disponibilizaram um compressor para “soprar” um carburador na teoria entupido. Prestáveis, conduziram-nos ao Posto de Polícia mais próximo e foi por ali no parque privativo dos agentes daquela esquadra que as vespas pernoitaram.. estava então concluída a 1ª etapa.


15 de agosto de 2007

Um "Mostrengo" a caminho de Roma?

Mostrengo que está na Sprint Veloce
Em Ciudad Rodrigo acordou com tosse.
À roda dos vespistas soluçou três vezes,

Soluçou três vezes como se o fim fosse.
E disse: Quem é que ousou fazer
Uma viagem que não entendo,
Ir a Roma, tarefa muito sofrida?

E os vespistas disseram tremendo:
"A nobre causa a Unir Pela Vida".

De quem é o condensador a soluçar?

De quem o carburador a desmontar?
Disse o mostrengo e ameaçou três vezes,
Três vezes ameaçou e fez parar.
Quem vem a Valladolid procurar
Uma peça que não há quem visse

E atormenta a veloce desfalecida?
E a comitiva tremeu e disse:
"A nobre campanha a Unir Pela Vida".

Três vezes do guiador as mãos ergueram,

Três vezes ao guiador as reprenderam
E disseram no fim de sofrer três vezes:
"Aqui nas vespas somos mais do que nós,
Somos vespistas que não nos sentimos sós.

E mais que a três janelas que nos enche de terror
E faz quilómetros mesmo ressentida,

Manda a vontade que nos prende ao guiador,
A da nobre campanha a Unir Pela Vida".


Qual Adamastor a aterrorizar os outrora heróicos navegadores portugueses, também os soluços da nossa Sprint Veloce puseram nos nossos espíritos o terror da possibilidade de termos a nossa "armada a dois tempos" reduzida a apenas duas vespas. Poder-se-ia muito bem dizer que entre soluços se mostraram alguns "dentes amarelos" e que não faltaram "rostos carregados" perante tal tormenta. Mas felizmente que a "postura má" também lá estava, não na figura deste pequeno contratempo, mas sim na do nosso expert, Sua Ex.ª o Cobói do Xurês que tudo fez para solucionar o problema, ultrapassando inclusivamente a má vontade de um gasolineiro que pareceu recear um assalto àquela conhecida parte "ar e água" presente em todas as estações de serviço. E nós estávamos ali a tentar unir pela vida... imagine-se se a nossa intenção fosse outra...

Contudo, "abençoados" soluços! Não aparecessem eles, e não teríamos vivido metade das peripécias. E não faltava vontade à comitiva para interagir com todas aquelas pessoas que falavam línguas mais difíceis do que inicialmente pensávamos... É nestas alturas que as coisas se tornam um verdadeiro desafio!

A resistente veloce lá acabou por sucumbir vítima de um "volano capute" (volante magnético meio solto), mas graças a ele fomos conduzidos por um camionista espanhol, visitámos todos os Piaggio Center a caminho de Roma, parámos aí umas mil vezes, fizémos viagens nocturnas e... bom, todas essas são cenas dos próximos capítulos a acompanhar aqui mesmo, no mais estóico de todos os blogs.

Memorável... A maior aventura do Vespalíadas em colaboração com todas as pessoas que tornaram possível mais um pequeno passo na luta contra o cancro. Muito obrigado a todos!